Um visual contido, bem resolvido e com foco nos detalhes que importam.

Antes mesmo de subir ao palco do Halftime Show, Bad Bunny já começa a desenhar o clima do Super Bowl LX fora do estádio. Na coletiva do Apple Music, em San Francisco, o artista optou por um visual que equilibra forma, textura e referências urbanas sem recorrer a excessos — algo que vem marcando sua relação com a moda nos últimos anos.

O ponto de partida foi um terno risca de giz cinza da Bottega Veneta, de construção precisa e proporções bem definidas. Usado com camisa branca de popeline fechada, o conjunto reforça uma leitura clássica de alfaiataria. A quebra vem no casaco de shearling sintético oversized, também em tons de cinza, que adiciona peso visual e uma camada mais tátil ao look, além de funcionar bem para o clima da Bay Area.

Nos pés, Bad Bunny antecipou o que deve ser o próximo capítulo da sua colaboração com a adidas. O BadBo 1.0 apareceu em uma nova combinação de azul-marinho e creme, com base em mesh e sobreposições de camurça. Mais discreta e alinhada a uma estética quase vintage, a colorway aponta para um direcionamento mais sofisticado da linha.

Os acessórios fecham o visual com intenção. O Cartier Crash no pulso traz uma referência direta ao design não convencional dentro da relojoaria de luxo, enquanto o gorro canelado com orelhas de coelho e os óculos escuros pretos mantêm a identidade pessoal do artista, sem quebrar a coerência do conjunto.

Sem transformar o momento em espetáculo, Bad Bunny mostra como traduzir luxo e streetwear de forma prática e atual. Um look pensado para ser observado de perto — e que antecipa, em silêncio, a energia criativa que ele deve levar ao palco no domingo.